Amigos, relato aqui o saldo ‘cinematográfico’ do final de semana que se passou.
Logo na sexta-feira, cometi a locação de dois filmes que, por não tê-los assistido, me causava certa angústia.
*** Eis que comecei por “Zona do Crime” (La Zona, 2007): aclamado filme mexicano (dirigido por um espanhol) nos últimos festivais que acompanhei, o filme retrata uma situação bem verossímil a terras tupiniquins. ‘La Zona’ é um condomínio de altíssimo padrão na Cidade do México, cujos muros separam riqueza e miséria. A tensão social se explicita quando um vendaval facilita o acesso de moradores da favela ao condomínio; uma moradora morre estrangulada, dois criminosos e um inocente são assassinados pelos moradores. Mas resta um jovem garoto, que foge – não da polícia, veja só – dos moradores sedentos por vingança. O filme é triste, surpreendente, quase catártico. Vale assistir, mas com o estômago preparado. Abaixo, o trailer.
*** No sábado à noite me rendi à falta de bons filmes em cartaz e fui, cabisbaixo mas bem acompanhado, assistir ao blockbuster “Jogos de Amor em Las Vegas” (What Happens in Vegas, EUA, 99min.). Diversão garantida e cenas bem interessantes do duo Ashton Kutcher e Cameron Diaz. Vale perder R$9 (estud).
*** Na volta, filme mais consistente, pra não desacostumar. Foi a vez de “Leões e Cordeiros” (“Lions for Lambs”, EUA, 2007, 92min) , que repensa a invasão americana ao Oriente Médio a partir da óptica acadêmica (professor e alunos), republicana (senador interpretado por Tom Cruise) e da imprensa chapa-branca americana (aqui personificada em Meryl Streep, que se especializa no tipão jornalista – já que viveu a versão cinematográfica de Anne Wintour, da Vogue EUA em “O Diabo Veste Prada”). O final é meio ‘hã-e-agora-o-que-eu-faço?’, mas vale pelos diálogos conflitantes e pelo tema, sempre atual – às vezes até superexplorado, diga-se. Veja abaixo o trailer, também.
*** E, por fim, para quem tem TV a cabo, domingo à noite é dia de surpresa. Foi com satisfação que, zapeando, parei no AXN, que reprisava “Filadélfia” (Philadelphia, EUA, 1993, 125min). O filme apresentava o drama da AIDS no início da década de 1990, quando o tema ainda era – ainda é? – tabu. O enredo é excelente: Hanks vive um advogado promissor, mas que se vê barrado pela doença e pela opção sexual (Antonio Banderas vive o namorado de Hanks no filme). Quando seus chefes – advogados conservadores – descobrem a doença, o personagem é demitido. Até aí, tudo bem. O filme esquenta e toma forma quando entra em cena o advogado de acusação (defendendo Hanks): homofóbico, ele supera o preconceito e ‘frita’ os réus, colocando-os em situações constrangedoras. O fim é um tanto melodramático, sim, mas vale assistir: a películo foge dos reducionismos gays de “Brokeback Mountain”, rechaçando cenas mais explícitas e desnecessárias ao enredo do filme. Curiosidade: dos 53 atores gays que participaram do filme, 43 morreram no ano seguinte de complicações da AIDS. Abaixo, um aperitivo.
Quem quiser assistir sem pagar, pode conferir dividido em várias partes, pelo YouTube
P.S.: A música meio deprê de Bruce Springsteen levou Oscar de melhor canção original.
Escrito por omirim 
Escrito por Luiz Felipe Fustaino