Perfil – Renata Nina

22/09/2008

Hoje, excepcionalmente, o Ewaldos Filhos traz um post teatral. Ao fazer o perfil de Renata Nina, produzimos dois pequenos videos que mostram o trabalho e a personalidade da atriz paulistana.

A primeira idéia foi mostrar um pouco do trabalho dela, apresentando parte de uma passagem informal de texto, um ensaio dela com ela mesma. A proposta da atriz foi fazer uma brincadeira metalinguística, na qual ela deixa claro que está atuando para a nossa câmera, ao mesmo tempo em que está ensaiando uma peça real.

Em determinado ponto da entrevista, uma proposta feita a ela foi filmar um fluxo de pensamento contínuo. A idéia: falar para a câmera tudo o que viesse à cabeça, em sequência, tentando ligar um assunto a outro. O resultado foi esse:

*estes posts especiais, que fogem da editoria condutora de Ewaldos Filhos – o cinema, podem se repetir eventualmente.


Crítica – Amores Brutos 

23/06/2008

Trilogia da Perda
Amores Brutos inicia uma trilogia de brilho e confirma a hipótese de que raros são os mestres que conseguem repetir a grandiosidade da obra-prima.

 Alejandro Gonzáles Iñárritu é um cineasta mexicano de 45 anos. Foi descoberto em 2000, com a produção de Amores Brutos (Amores Perros), um filme – com o perdão da simplificação – sobre a perda, os amores, a esperança e os problemas nos relacionamentos. O sucesso surpreendeu: era uma produção latina, com atores latinos e recursos latinos e, ainda assim, ganhou a crítica e o público internacional. A partir daí, Iñárritu virou destaque dos grandes jornais e das semanais norte-americanas e conquistou o bilhete de entrada para Hollywood.

No ano seguinte, o diretor fez 21 Gramas, filme que se passa nos Estados Unidos e segue o mesmo padrão do primeiro: três histórias, que se encontram em determinado momento, e provocam reflexões sobre a perda e sobre os relacionamentos. Desta vez, os atores são todos americanos, incluindo grandes nomes como Sean Penn, Benicio Del Toro e Naomi Watts. A semelhança com o primeiro filme levou Iñárritu a pensar em uma trilogia.

O terceiro e último filme, então, veio em 2006, Babel. Nele, o diretor vai do México para o mundo. As várias histórias se passam nos Estados Unidos, Marrocos, Japão e México. A produção também foi grandiosa, com um orçamento de 25 milhões de dólares, e atores como Brad Pitt e Cate Blanchett, além da volta de Gael García Bernal, que atuou em Amores Brutos.

Os três filmes têm muito em comum: a fórmula da narrativa com cronologia não-linear para mostrar o mesmo acontecimento repetidas vezes, sob o ângulo de cada personagem – os flashs vão e vêm na tentativa de explicar a história de cada um; os três são montagens tensas e dinâmicas, que deixam o espectador apreensivo; e os três são filmes emocionais, com a intenção de comover e paralisar, longe de qualquer pretensão intelectual.

Amores Brutos ficou de lado depois que a trilogia se completou. Recentemente, com a explosão de filmes que têm Gael García Bernal no elenco, o filme foi relembrado e voltou às prateleiras de indicações. Mas o mérito ficou com o filme todo, e não só com Gael: Amores Brutos se manteve na sessão de favoritos por ser o melhor filme da trilogia. Os dois milhões de dólares usados para produzi-lo foram suficientes para superar os outros dois, mesmo com um orçamento mais de dez vezes menor.

Nele, Iñárritu explora três histórias relacionadas com cachorros – daí o nome original, Amores Perros – que se cruzam em uma batida de carro. O cunhado que gosta da cunhada, um casal de amantes e um quase morador de rua que sofre a perda da família que abandonou têm a vida mudada a partir do acidente.

As histórias são bem costuradas. O diretor deu conta das informações essenciais para que cada personagem seja conhecido a fundo e ele não se perdeu na vida de cada um. Nos cortes, nos closes e nos ângulos de filmagem, entramos na história para participar da vida daquelas pessoas. Os takes são de tal forma significativos que não são necessárias mais de duas cenas de cada personagem para termos a sensação de que somos íntimos dele. E o fato de a câmera acompanhar os movimentos físicos dos personagens aumenta a impressão de que estamos próximos. A filmagem parece ter sido feita com uma câmera de mão, para que nós possamos acompanhar os passos, a corrida e os choques de cada um da história.

No entroncamento das vidas dos personagens, fica evidente a relação entre pessoas de realidades sociais, culturais e econômicas muito diferentes. Além disso, Iñárritu faz com que as pessoas dependam uma da outra na narrativa. Nesse momento, o diretor consegue fazer com que nos sintamos angustiados assistindo o filme, refletindo sobre quando precisaremos de alguém que não conhecemos.

Gael Garc�a Bernal se consagrou internacionalmente em Amores Brutos

Iñárritu conta a vida das pessoas prestando atenção em todas outras as pessoas que cruzam o caminho dela. Ele deixa no ar a questão do destino, de quantas vezes cruzamos com pessoas nas ruas sem perceber e quantas vezes conhecemos alguém achando que nunca o vimos antes, apesar de ter passado tantas vezes no nosso caminho.

O drama que Iñárritu propõe é contundente, com imagens que grudam na mente. Amores Brutos consegue ser um filme violento sem sangue e armas. As atuações são impecáveis e ajudam a dar consistência para a narrativa, além de afastar o risco de as histórias cheias de sofrimento se tornarem melodramas de novela.

O elenco principal é, sem dúvida, uma atração imperdível do filme. Com destaque para Emilio Echevarria, que faz o papel de Chivo, o morador de rua. Os atores que compõem a ficha técnica da produção competem de igual para igual com os nomes do topo da lista de Hollywood que atuam nos outros dois filmes da trilogia de Iñárritu.

Os quatro prêmios de cinema que recebeu e a indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro comprovaram a grandeza de Amores Brutos e mostraram que as dificuldades do cinema latino-americana só engrandecem os bons filmes produzidos nessa região do mapa.

O efeito que Iñárritu consegue em Amores Brutos poucos filmes hollywoodianos alcançam. O diretor comove o espectador ao mesmo tempo em que o deixa na posição de frieza e indiferença à condição humana. A comoção vem pela perplexidade: o filme termina e o espectador está congelado na frente da tela, impressionado com a quantidade de finais infelizes; a frieza vem pelo motivo da comoção: a tragédia com os cães, a morte, o sofrimento e a dor desses animais espalha a compaixão e a revolta com o fim deles; a culpa vem logo em seguida: não entendemos por que a emoção aflorada veio pelos cachorros e não por algum personagem do filme, já que todos, sem exceção alguma, têm um final infeliz, com perda e sofrimento.

As duas horas e meia de filme poderiam ser editadas sem prejudicar a narrativa. Mas os pequenos buracos na história parecem propositais: são o momento de um silêncio angustiante, em que vivemos a dor do personagem como se fosse nossa. Se a trilogia de Iñárritu é sobre a perda, é Amores Brutos que consegue passar a mensagem. Nenhum dos dois outros da trilogia transmitem em tamanha proporção o recado de que todos somos também aquilo que perdemos.

Por Gabriela Mayer


Cinema com assinatura

23/06/2008

Com a visibilidade internacional nos últimos anos, cinema latino-americano abre espaço para filmes autorais. Exemplo disso, os argentinos Lucrecia Martel e Pablo Trapero ganham respeito e chegam a Cannes.

por Eduardo Duarte Zanelato

“E sua mãe também”, “Central do Brasil”, “Cidade de Deus” e “O Pântano” são nomes que, nos últimos anos, fizeram cinéfilos, críticos e formadores de opinião europeus e americanos olharem com mais atenção à produção cinematográfica latino-americana, que desde Glauber Rocha é vista com outros olhos por esses mercados.

Com o tempo, Palmas de Ouro foram conquistadas em Cannes, Berlim rendeu uma porção de ursos e alguns chegaram ao Oscar, mesmo que sem levar prêmios. Com isso, a América Latina ganhou maior destaque mundial – leia-se aqui maior viabilidade comercial de suas produções, ainda que em circuitos alternativos –, o número de roteiros filmados têm aumentado, mesmo que devagar, e o cinema autoral ganhou um fôlego extra.

Se Fernando Meirelles e Alejandro González Iñarritú seguiram carreiras quase hollywoodianas com produções recheadas de astros internacionais, alguns diretores, quer por falta de oportunidade ou interesse, optaram por permanecer em seus países, com orçamentos mais modestos e reféns apenas de seu processo criativo. Exemplo disso, os argentinos Lucrecia Martel e Pablo Trapero seguem com filmes autorais – e retóricas completamente distintas. Conheça a seguir um pouco da trajetória desses dois diretores.

Diva portenha

Hoje, Lucrecia Martel acumula a direção de sete filmes, todos com uma estética parecida. A decadência da classe média argentina, casos de alcoolismo, lesbianismo e outras crises mais ou menos sérias são discutidas em suas produções.

De sua produção recente, pode-se destacar “O Pântano”, de 2001, e “A Menina Santa”, de 2004. O primeiro retrata uma família da elite decadente em sua casa de campo; com fotografia escura, cenas longas e uma melancolia reinante, situações vão se passando em meio a adultos bêbados e um ambiente pesado. O título representa um pântano social e psicológico, que prende e afunda essa classe que, sem forças, torna mais complexas as relações entre si e sua derrocada financeira.

“A Menina Santa” é o retrato, também por meio dessa estética melancólica e arrastada, da descoberta sexual de uma jovem em meio a seus estudos de catecismo e as intrincadas relações dos funcionários do hotel que lhe serve de casa e de trabalho para sua mãe. A história é transformada em um jogo de esconde-esconde perverso entre um médico e a jovem Amalia, no que se assemelharia a uma recriação muito particular e original do livro Lolita, de Vladimir Nabokov.

O Padilha argentino

Enquanto Lucrecia promove uma reflexão da classe média argentina e de suas intrincadas relações, culpas e manias, uma outra vertente é proposta pelo talentoso Pablo Trapero, diretor de filmes como “Mundo Grúa”, de 1999, e “Do outro lado da lei”, de 2001. Adotando a temática das diferenças e tensões sociais do ponto de vista dos ‘oprimidos’, Trapero aborda os temas que giram em torno disso com mais virulência que Lucrecia.

Em “Mundo Grúa”, filme que lhe rendeu elogios e projeção internacionais, o diretor aborda as frustrações dos sonhos de infância de um argentino que se vê obrigado a sair do país em busca de oportunidades, dada a crise pela qual passa o país. Já “Do outro lado da lei” é ainda mais contundente. Numa espécie de antecipação ‘light’ de “Tropa de Elite”, o filme discorre sobre a corrupção da polícia de Mataderos, distrito da Grande Buenos Aires – uma espécie de Diadema portenha.

A partir desse contexto de corrupção, um ingênuo jovem do interior é catapultado à colheita de propinas, ao subjugo dos menos favorecidos e a uma conturbada relação amorosa com uma policial. O saldo é um convite à analise de como a anomia à qual o subdesenvolvimento relega sua população se choca com os poderes insitucionalizados.

Outras obras de Trapero, mais antigas, seguem essa proposta de discussões mais profundas e chocantes, como “Família Rodante” e “Nascido e Criado”, de 2004 e 2006, respectivamente.

O peso do nome

As duas linhas propostas por Trapero e Lucrecia ganharam força e projeção no último Festival de Cannes, em maio deste ano. Ao lado de “Linha de Passe”, de Walter Salles, “Leonera”, de Trapero, e “La Mujer Sin Cabeza”, de Lucrecia, concorreram na mostra competitiva.

“Leonera” é a história de uma mulher que, grávida, tem de cumprir pena de prisão; por lá, ela tem seu filho, que permanece preso também. “Foi algo que me suscitou sentimentos contraditórios, porque discutem-se dois direitos questionáveis: o de uma mãe de estar com seu filho e o de uma criança de viver em liberdade”, afirmou Trapero, em entrevista à agência Reuters, quando do lançamento do filme em Cannes. À época, Carlos Merten, repórter d’O Estado de São Paulo, definiu o filme relacionando-o à “Família Rodante”. “Pablo Trapero volta a falar de família como inferno e paraíso, como em ‘Família Rodante’, mas desta vez ele fez o contrário de um road movie. A personagem fica presa na cadeia para fazer a viagem transfrormadora”, escreveu.

Já “La Mujer Sin Cabeza”, pode ser descrito, a partir do que se escreveu sobre seu lançamento em Cannes – o filme, assim como “Leonera”, ainda não estreiou por aqui –, como um thriller que se desenrola a partir de um acidente rodoviário que muda a vida de uma mulher.

O destaque e a repercussão dos filmes sinalizam que, possivelmente, os diretores ganhem ainda mais foça e projeção fora de seu país. Os dois filmes foram citados pela revista americana Variety, e “La Mujer…” conta com distribuição da gigante americana Focus Features; “Leonera”, por sua vez, é distribuido pela também gigante norte-americana Buena Vista International. Abaixo, você confere os trailers dos dois filmes, ainda sem lançamento previsto no país.

Trailer: “La Mujer Sin Cabeza”

Trailer: “Leonera”



Scarlet Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem?

22/06/2008

Por Stefanie Gaspar

Impossível resistir ao fascínio do último filme de Woody Allen, Vicky Christina Barcelona. Curiosamente, não pelo talento indiscútivel do diretor, pelo talento do elenco ou por qualquer outra razão – a verdade é que Scarlet Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem em um triângulo amoroso já explícito nos trailers do filme é o suficiente para virar a cabeça do espectador mais cético.

É cedo para especular se o filme de Woody Allen será tão bom quanto Match Point ou apenas uma decepção. Entretanto, vale a pena ver o trailer e tentar imaginar qual a história do filme – porque, propositalmente ou não, a única coisa que é possível perceber é a beleza estonteante do elenco.


Panorama do Cinema Francês 2008

21/06/2008

Por Stefanie Gaspar

A Unifrance e a Embaixada da França no Brasil promovem do dia 19 a 26 de junho, no Reserva Cultural, o Panorama do Cinema Francês 2008, com a exibição de oito filmes inéditos no circuito brasileiro e debates abertos ao público com atores e diretores. No Rio de Janeiro, o evento ocorrerá no Odeon Petrobrás, de 21 a 26 de junho. Será um prelúdio ao “Ano da França”, iniciativa acordada entre os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, que promoverá, de 21 de abril a 15 de novembro de 2009, ações culturais relacionadas a teatro, música, artes plásticas, dança, moda, design e outros projetos.

A mostra, que conta com o apoio das distribuidoras Imagem Filmes, Europa Filmes, Imovision, Filmes da Mostra, Alphaville Filmes e Filmes do Estação, exibirá as produções O Advogado do Terror, As Aventuras de Molière, O Escafandro e a Borboleta, O Segredo do Grão, Canções de Amor, Lady Jane, Satã e A Última Amante. Além dos filmes e debates, o evento terá uma exposição fotográfica de Fabrizio Maltese, fotógrafo italiano que ganhou a 2º edição do Venice Movie Stars Photography Award com um retrato da atriz francesa Isabelle Huppert.

Confira mais informações sobre o Panorama no Site de Cultura da Faculdade Cásper Líbero


*Trailer do filme A Última Amante, de Catherine Breillat


Saldo do final de semana

17/06/2008

Amigos, relato aqui o saldo ‘cinematográfico’ do final de semana que se passou.
Logo na sexta-feira, cometi a locação de dois filmes que, por não tê-los assistido, me causava certa angústia.

*** Eis que comecei por “Zona do Crime” (La Zona, 2007): aclamado filme mexicano (dirigido por um espanhol) nos últimos festivais que acompanhei, o filme retrata uma situação bem verossímil a terras tupiniquins. ‘La Zona’ é um condomínio de altíssimo padrão na Cidade do México, cujos muros separam riqueza e miséria. A tensão social se explicita quando um vendaval facilita o acesso de moradores da favela ao condomínio; uma moradora morre estrangulada, dois criminosos e um inocente são assassinados pelos moradores. Mas resta um jovem garoto, que foge – não da polícia, veja só – dos moradores sedentos por vingança. O filme é triste, surpreendente, quase catártico. Vale assistir, mas com o estômago preparado. Abaixo, o trailer.

*** No sábado à noite me rendi à falta de bons filmes em cartaz e fui, cabisbaixo mas bem acompanhado, assistir ao blockbuster “Jogos de Amor em Las Vegas” (What Happens in Vegas, EUA, 99min.). Diversão garantida e cenas bem interessantes do duo Ashton Kutcher e Cameron Diaz. Vale perder R$9 (estud).

*** Na volta, filme mais consistente, pra não desacostumar. Foi a vez de “Leões e Cordeiros” (“Lions for Lambs”, EUA, 2007, 92min) , que repensa a invasão americana ao Oriente Médio a partir da óptica acadêmica (professor e alunos), republicana (senador interpretado por Tom Cruise) e da imprensa chapa-branca americana (aqui personificada em Meryl Streep, que se especializa no tipão jornalista – já que viveu a versão cinematográfica de Anne Wintour, da Vogue EUA em “O Diabo Veste Prada”). O final é meio ‘hã-e-agora-o-que-eu-faço?’, mas vale pelos diálogos conflitantes e pelo tema, sempre atual – às vezes até superexplorado, diga-se. Veja abaixo o trailer, também.

*** E, por fim, para quem tem TV a cabo, domingo à noite é dia de surpresa. Foi com satisfação que, zapeando, parei no AXN, que reprisava “Filadélfia” (Philadelphia, EUA, 1993, 125min). O filme apresentava o drama da AIDS no início da década de 1990, quando o tema ainda era – ainda é? – tabu. O enredo é excelente: Hanks vive um advogado promissor, mas que se vê barrado pela doença e pela opção sexual (Antonio Banderas vive o namorado de Hanks no filme). Quando seus chefes – advogados conservadores – descobrem a doença, o personagem é demitido. Até aí, tudo bem. O filme esquenta e toma forma quando entra em cena o advogado de acusação (defendendo Hanks): homofóbico, ele supera o preconceito e ‘frita’ os réus, colocando-os em situações constrangedoras. O fim é um tanto melodramático, sim, mas vale assistir: a películo foge dos reducionismos gays de “Brokeback Mountain”, rechaçando cenas mais explícitas e desnecessárias ao enredo do filme. Curiosidade: dos 53 atores gays que participaram do filme, 43 morreram no ano seguinte de complicações da AIDS. Abaixo, um aperitivo.
Quem quiser assistir sem pagar, pode conferir dividido em várias partes, pelo YouTube

P.S.: A música meio deprê de Bruce Springsteen levou Oscar de melhor canção original.


Fim-de-semana

6/06/2008

Termina domingo, 08/06, a primeira edição da Mostra Audiovisual Israelense, que acontece no Centro de Cultura Judaica. O evento traz longas, curtas e documentários premiados em 2006 e 2007, além de cinema mudo passado com música ao vivo. Entre os destaques estão Jellyfish, The Secrets e The Little Traitor.

 O objetivo da Mostra é promover o novo cinema israelense, que ganhou incentivo no início dos anos 90 e hoje tem produções de repercussão mundial.

1ª Mostra Audiovisual Israelense
Data: de 03 a 08 de Junho
Local: Centro de Cultura Judaica
R. Oscar Freira, 2500, Sumaré – São Paulo
Contato: (11) 3065-4333

Por Gabriela Mayer


Mostra para os solteirões/onas

3/06/2008

Se você é daqueles que odeia a melação entre duas pessoas apaixonadas (aumentada potencialmente pelo fatídico 12 de julho), temos a  solução para você. O Centro Cultural de Juventude, localizado na Vila Nova Cachoeirinha, organizou uma mostra para o mês de junho chamada “Eu odeio o Mês dos Namorados”.

E quem inaugura essa seqüência de filmes é “Segundas Intenções”. Com data de apresentação marcada para o dia 4 de junho, às 20h, a obra é sobre dois meios-irmãos que tem como diversão manipular jovens ingênuos e em busca do amor.

Acha pouco? Pois no dia seguinte será exibido “Sid e Nancy: o amor mata”, também às 20h. Baseado em fatos reais, o filme conta a história do baixista da banda Sex Pistols, e de sua namorada. E, como o próprio título diz, dizem as más línguas que o músico teria matado a mulher de sua vida. Bizarro.

Para ver todos os filmes da mostra e quando eles serão apresentados, é só conferir a imagem abaixo. Lembrando que o CCJ fica na Avenida Deputado Emilio Carlos, número 3641. E o site deles é: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br

 


Indiana Norris e Spielberg pós-Independence Day

27/05/2008

O último Indiana Jones é quase fiel aos três primeiros. As grandes pitadas de humor, as explicações históricas da aventura, as perseguições e lutas em alta velocidade, assim como os vilões estereotipados (que desta vez são os russos soviéticos) estão presentes neste último episódio da série.

Minha única crítica é ao fato de que Steven Spielberg talvez tenha exagerado um pouco na dose de ficção.  Ficou claro que o diretor levou à trilogia de Indiana Jones elementos de seus filmes mais fantásticos.  Comparando “O Reino da Caveira de Cristal” com os três clássicos anteriores prefiro muito mais “A última cruzada” ou “Os Caçadores da Arca Perdida”. Prefiro o Spielberg dos anos 80. O Spielberg pré-Independence Day.

O filme toca em um assunto interessante, aborda a contribuição de alienígenas na construção das sociedades indígenas pré-colombianas. Mas acho que os efeitos especiais poderiam ser mais singelos. Talvez a tentativa de criar um final apoteótico decepcione um pouco…

Fora isso, o filme é muito divertido. Com destaque para as marmeladas. Aquelas que pagam o ingresso do cinema. Que valem a pena ser comentadas por um bom tempo depois.  Aquelas que fazem James Bond ou Indiana serem o que são. O impossível e o inimaginável. Spielberg e Indiana desta vez se superaram. Não posso falar para não estragar a surpresa, mas Indiana Jones extrapola os poderes de Chuck Norris nos primeiros 20 minutos de filme (não conhece as verdades de Chuck Norris? http://www.chucknorris.com.br/). Parece que o vovô Indy, agora com 60 e tantos anos, voltou melhor, mais preparado e mais disposto.

Exageros a parte, o resultado é positivo. A personagem Marion (melhor mocinha da série) está de volta, e embora a ausência de Sean Connery seja sentida, Harrison Ford continua hilário.


Cinco razões para ver Indiana Jones 4 

20/05/2008

1- Porque o filme é gravado no Peru (nada a ver com eu ter nacionalidade peruana, ok? É que realmente é um país lindíssimo, com paisagens intrigantes).

2 – Porque já faz quase 20 anos que Harrison Ford esteve na telona pela última vez com um chicotinho.

3 - Porque Harrison Ford só aceitou gravar com um chicote de verdade. Quando disseram que o chicotinho de Indiana Jones poderia ser criado por computação gráfica, ele ameaçou deixar as filmagens.

4 - Porque Ford tem 60 anos e ainda está em busca do Reino da Caveira de Cristal.

5 - E, claro, porque começa com tantãrantãã tantãran tantãrantããã tantãranranran.

Sâo razões que, suponho, justifiquem a ida ao cinema. Indiana Jones estréia sexta-feira, dia 22/05.

Por Gabriela Mayer