Com a carreira iniciada aos quase 30 anos de idade, Ricardo Darín é hoje um dos maiores atores da América Latina e um dos mais importantes expoentes da cultura latino-americana
Por Maira Giosa
A partir da década de 90, a América Latina iniciou uma fase de expansão cultural que vem crescendo a cada ano. A produção das artes vêm, também, ganhando espaço na mídia e projeção no cenário internacional. É neste contexto de abertura do cinema, teatro e música latino-americanos que se insere um dos maiores artistas do período.
O argentino Ricardo Darín foi um dos expoentes mais significantes para a consagração do cinema da América Latina mundo afora. A carreira, inciada em 1979 na televisão, foi alavancada pela qualidade dos filmes dos quais já participou. Darín foi o personagem central de alguns dos mais importantes filmes da Argentina dos últimos tempos.
A carreira de Darín se mostrou promissora quando ele gravou, aos 29 anos, El mismo amor, la misma lluvia (“O mesmo amor, a mesma chuva”). Dirigido por Juan José Campanella em 1999, este foi o motor para a projeção de seu trabalho e reconhecimento mundial. Foi o primeiro trabalho com o também ator Eduardo Blanco, que teria muita participação e influência na carreira de Darín. A partir de então, uma parceria entre ator(es) e diretor se estabeleceu, aclamando o talento de todos.
É por isso que o filme seguinte do trio, El híjo de la novia (“O filho da noiva”), de 2001, foi um dos mais aclamados da época. Trata-se de uma comovente história sobre fatos tão cotidianos e reais, que a identificação com personagem principal, Rafael, é praticamente impossível. Sensível sem ser piegas, o filme retrata com maestria os temas comuns da vida, e a beleza do reencontro. “O filho da noiva” ganhou o Grande Prêmio do Júri e o de Melhor Filme Latino-Americano, no Festival de Montreal.
Para completar uma possível trilogia, é necessário incluir Luna de Avellaneda (“Clube da Lua”), de 2004, entre alguns dos mais importantes na carreira do artista. Repetindo o sucesso do trio Darín/Blanco/Campanella, o filme conta uma história simples – mas não simplória – de pessoas comuns, com dramas e traumas próximos, que cometem erros constantemente. E exatamente por isso, são falhos como nós. Apesar de poder não aprovar as mudanças de caráter tão drásticas – em um momento os atos são nobres, para logo em seguida serem mesquinhos – o espectador compreende perfeitamente a inteção das ações e as motivações que levaram os personagens a agirem de determinada maneira. Tido como um dos melhores filmes do ano, Darín foi premiado como o melhor ator no Festival de Valladolid.
Estas três obras-primas ainda se somam aos filmes Kamchatka de 2002 (que baseou o brasileiro “O ano em que meus pais saíram de férias”), La educación de las hadas (“A educação das fadas”), de 2006, o polêmico XXY, e El Señal (“O Sinal”), ambos de 2007. Atualmente, Darín é tido como um dos representantes mais significativos da cultura latino-americana, e seus filmes são sucesso de crítica e público.
O filho da noiva:
http://br.youtube.com/watch?v=i6BBNSzwZns
Clube da lua:
http://br.youtube.com/watch?v=B2ZnKwQA33U
O mesmo amor, a mesma chuva:
http://br.youtube.com/watch?v=E5w0gqYT_Ng
