Condor: é tudo verdade?

O documentário brasileiro Condor, de Roberto Mader, estréia nesse feriado de 1º de maio. Conta o que foi a Operação Condor, uma poderosa arma de repressão que integrou as ditaduras da Argentina, do Chile e do Brasil.

 

 

No site da Faculdade Cásper Líbero, explico porque o filme deve ser visto com cautela. Ao colocar alguns ditadores contra a parede (Jarbas Passarinho, Manuel Contreras), consegue depoimentos importantíssimos para a História. Mas ao se eximir de questionar o porquê da truculência dos militares e ao apresentar as esquerdas como coitadinhas, o filme não assegura credibilidade. 

[O diretor Roberto] Mader consegue responder à pergunta “como foi a Operação?” apenas porque aquele material, repleto de torturas, mortes e desaparecimentos, compromete apenas os réus de seu filme. Todavia, ao deixar de lado qual seria a razão para a criação de um esquema continental de repressão, fica a errônea impressão de que os militares são gratuitamente truculentos, ou seja, de que matam e torturam por puro instinto cruel e sanguinário. (leia a íntegra do texto Condor faz cafuné nas esquerdas)

 

O principal festival de documentários do país, promovido em várias capitais do Sul e do Sudeste, se chama É Tudo Verdade. Sempre fui resistente ao nome: documentaristas têm com a verdade uma relação diferente da que os jornalistas nutrem por ela. Geralmente, documentaristas estão comprometidos ou com o pobrismo (a mania de contar histórias de gente pobre e desdentada pelo simples fato de que a imagem delas na telona causa um efeito desolador) ou com o esquerdismo (como é o caso de Condor).

Uma resposta para “Condor: é tudo verdade?”

  1. Ewerthon Disse:

    Discordo.

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